Oba, mais um...

O Pa╚avras ganhou mais um presentinho e nada melhor que o reconhecimento de uma coisa que fazemos com amor. Agradeço a amiga Camilíssima Furtado e sua superlativa Caixa de Pandora.

Melhor coisa da blogsfera é a descoberta de mentes tão sensacionais. Mega Beijo pra Camila!!!

Ahh e como não podemos deixar de disseminar as palavras e os carinhos, preciso indicar mais 10 blogs para receber o selo tb.

Alma Nua - http://www.rosanelima.blogspot.com/

Blog do Sarge - http://geofrontmarcio.blogspot.com/

Baião de tudo - http://baiaodetudo.blogspot.com/

Calcinhas no box - http://calcinhasnobox.blogspot.com/

Control Verso - http://controlverso.blogspot.com/

Hospício Temporário - http://hospiciotemporario.blogspot.com/

Loucuras do meu eu - http://loucurasdomeueu.blogspot.com/

Mente improdutiva - http://menteimprodutiva.blogspot.com/

Saco de Filó - http://www.sacodefilo.com/

Meta reflexões - http://metareflexoes.blogspot.com/


Insono.

Ainda que seu sono fosse o meu
Ainda assim eu não dormiria
Sua agitação atravessa o dia
E te acolhe nos sonhos
Ainda que eu estivesse acordada
A lentidão do descanso que não vem
Esperaria tua mão para entrelaçar
Teu sono tranquilo, me inquieta
Os espaços que não preencho, me abrem feridas lacunas
Dúvidas são sobras de um tempo á toa
Uma escolha - enfim...
Sombra de mim dança na madrugada
Horas perdidas
De quem muito pensa
E não faz nada!!!

Maria

Menina tocante - mel
pleta flor
Mãos em pétala
Inspira canção.
Instiga meu dom!
Música tocando em mim
Com letra lenta e tudo
Insiste a salivar meu céu.
Arrebata alma calada
Musa melodia
Tua nuance, suave cantoria.
Tua voz
lava de Mi
Notas em Si
Particular a
Em silêncio leva meu Sol
Para
Tão longe, me perco de mim
Ouvi...
Enfim abriu a luz
Noite essa em branco papel
De linhas azuis.
Toque gaiata - Meu eu
No sopro da gaita
Ah, menina tocante
Suave ritmo a mudar o curso
No exato instante
De se deixar partir...
Instrumento - Eu
Letras e sons
Verdades em tons
Variadas vidas de uma só
Maria nós.
Amor nasce canção.

Tudo a puta que os pariu.

É o medo, é complexo

É o tiro sem nexo

É o erro, é reflexo.

Farra no planalto

Mãos ao alto

Se a clava da justiça fosse forte, não nos

Desafiaria em nosso leito à própria morte.

Se no penhor dessa igualdade

Conseguíssemos o berço esplêndido

Mamaríamos em teu seio, ó liberdade.

Recebendo o afeto que se encerra

Em nosso jeito varonil.

Quer ficar na pátria, livre?

No peito e na raça

Com ginga e com graça

Com samba na praça.

Num céu cor de anil...

De tantos mil és mãe gentil?

Uns filhos deste solo

São uns filhos da puta

Pela própria natureza

Que fogem da luta

E vão risonhos atrás do sol do novo mundo.

Se o teu futuro espelha essa grandeza.

Se quem trabalha é vagabundo

Quem será por nós?

Ninguém sabe, ninguém viu.

É a guerra civil?
E o direito civil?

Tudo a puta que os pariu.

Mamátria amada, tão vil!

cardiopoesia.

Eu penso em verso
Eu vejo inverso
Invejo os anjos
E voo...
Vou sozinha
A compassos
Em cantos recônditos
Percorrendo espaços.
Pulsação...
Ouço o músculo retumbante
Peço coragem, vacilo...
Vá sílaba
Vazia palavra de dor latente.
Vá, siga, tente...
Tentação.
E lá tente atentar para a
Alternativa:
Não desmoronar.
Sozinha
Não na sala vazia
Onde vejo anjos
Onde faço versos
Onde conjugo verbos
Onde inverte a via.
Onde salta a veia
Onde poesia é vida.
Onde eu penso em Améns
Sopros e réquiens.
Onde ouço meu coração
E os acordes da cárdiopretensão
De ser poeta, sozinha
Na sala vazia!